Tristezas e alegrias

A volta às auals depois das férias de julho tem sido turbulenta para mim. É um monte de sentimentos se misturando no meu peito, que parece até que estou no meio de um maremoto.

Para começar, adoro trabalhar, saí segunda-feira de casa toda maquiada, todafeliz, super contente por voltar a trabalhar. Mas dei de caa com uma assembleia de profissionais de educação, que depois de se estender por horas não deu em nada. Eu vi foi muita politicagem e muita gente olhando para sim, sem ver o que os outros precisam, e acusando esses outros de serem esses os egoístas e separadores de classe. Engraçado, se alguém deixa claro que não cede por mim, porque é egoísmo ou traição não ceder por essa pessoa?!

Na terça, finalmente entrei em sala de aula, mas apenas para dar metade do tempo de aula para cada turma, o que me deixou triste e desanimada.

Na quarta, seguiu-se a mesma coisa.

Hoje, deveria ser um dia de mais alegrias, já que comecei na prefeitura de Itaboraí, que paga o dobro da minha primeira prefeitura. Mas não foi bem assim. Tenho três turmas de quinta série, uma pior do que a outra literalmente. Alunos fora da idade que não querem nada com seus estudos. E aí fica a pergunta: Há esperança para a próxima geração? Nosso sonho de mudar o mundo através da educação se perdeu? Os jovens, nossa esperança, já desistiram logo em suas primeiras infânacias?

Se alguém ainda está vendo a luz no fim do túnel, por favor, indique-me o caminho.

Depois de muito tempo...

Wow, depois de dois meses sumida, aqui estou eu novamente! Mas também, pudera, aconteceu tanta coisa nesse tempo... Mil e um cuidados com a gravidez- já que eu ganhei 7 quilos em um mês- , fechamento de bimestre na escola, uma nova matrícula, meu aniversário e o de Rafael, dia dos namorados e os inúmeros trabalhos da pós-graduação...

De tudo isso, o que mais me manteve longe foram os trabalhos da pós, estou mergulhada de cabeça na minha pesquisa para a monografia, nuca fiz um trabalho com tanto gosto e nem com tanto medo, já que nunca fiz um trabalho de magnitude. Mas acho que monografia tem que ser assim mesmo, movida à paixão, e paixão que se prece tem tanto um quê de empolgação quanto uma pitada de medo, acho que é a tal da adrenalina correndo em minhas veias.

Bem, vou ficando por aqui porque ainda tenho muito trabalho pela frente, beijos a todos. Janara.

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